Dica de Obra

Dica de Obra

A alvenaria estrutural é um sistema construtivo que se utiliza da própria alvenaria como estrutura da edificação. Neste sistema, podemos construir de forma que a alvenaria seja armada, não-armada ou protendida.

De acordo com Parsekian, Comportamento e dimensionamento de alvenaria estrutural, 2013, p.78-87 e Tauil, Alvenaria estrutural, 2010, p.20-23, distinguem-se três tipos de alvenaria:

Alvenaria não armada

Comumente utilizada em edifícios de baixa e média altura em regiões de baixa atividade sísmica, caso do Brasil. Esse tipo de alvenaria não tem nenhum tipo de armadura, exceto as construtivas de cintas, vergas e contravergas. Podem ter uma pequena quantidade de armadura para controle de fissuração.

Alvenaria armada

Que recebe reforços em algumas regiões, devido a exigências estruturais. São utilizadas armaduras passivas de fios, barras e telas de aço dentro dos vazios dos blocos e posteriormente grauteados, além do preenchimento de todas as juntas verticais.

Alvenaria protendida é o tipo de alvenaria reforçada por uma armadura ativa (pré-tensionada) que submete a alvenaria a esforços de compressão. Esse tipo de alvenaria é pouco utilizado, pois os materiais, dispositivos e mão de obra para a protensão têm custo muito alto para o nosso padrão de construção. São elas:

  • Fixar a espera da barra ou cabo de protensão nas fundações.
  • Levantar a parede encaixando os furos dos blocos na barra.
  • Prever furos nas fiadas de caneletas.
  • Na altura da emenda da barra os trechos são conectados e protegidos.
  • Segue-se a alvenaria até a última fiada.
  • Após 14 dias, aplica-se a protensão com um torquímetro, lembrando-se de engraxar as barras.
  • Efetua-se a medição e o grauteamento da ancoragem.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

PARSEKIAN, Guilherme Aris; HAMID, Ahmad Ahmad; DRYSDALE, Robert George. Comportamento e dimensionamento de alvenaria estrutural, 2. ed., São Carlos: EdUFSCar 2013, p.78-87.

TAUIL, Carlos Alberto; NESSE, Flávio José Martins. Alvenaria estrutural, São Paulo: Pini, 2010, p.20-23.

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